O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2021
Na série de TV “Glee”, é retratada a história de um grupo de estudantes, entre eles, a de um garoto que contraiu HIV ainda jovem, mostrando as dificuldades de conviver com o vírus. Fora da ficção, isso é uma realidade, muitos brasileiros sofrem com a doença e tentam controlá-la a cada dia. Assim, tanto a discriminação quanto a falta de educação sexual, contribuem para o aumento do estigma relacionado ao HIV.
Primeiramente, um dos fatores que contribuem para essa problemática é o preconceito, pois, a sociedade brasileira ainda é muito discriminatória quanto à doenças sexualmente transmísseis e não procuram saber mais e nem incentivar o tratamento da mesma. “Todos os dias acordamos para uma nova batalha e no fim do dia agradecemos pela vitória, porque viver com o HIV é descobrir que a gente pode viver com ele. O que não podemos é viver com o preconceito”, declarou M.F para o Programa IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde. Dessa forma, é evidente a necessidade de combater o preconceito em relação ao HIV e outras DSTs.
Outro fator contribuinte é a falta de informações para prevenção do vírus, pois, muitas pessoas contraem a doença por não saberem como evitá-la e nem como tratá-la. De acordo com o Programa das Nações Unidas sobre o HIV (Unaids), O Brasil teve uma média de 40 mil novos casos da doença nos últimos cinco anos, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul, sendo 36,2 milhões, adultos e 1,7 milhões, crianças e jovens com menos de 15 anos. Assim, é clara a grandeza da quantidade de casos de HIV no Brasil.
Portanto, é notório que o estigma em relação a esse vírus deve ser enfrentado. Para que isso ocorra, o Programa das Nações Unidas sobre o HIV juntamente com instituições privadas e públicas, devem organizar campanhas e palestras com profissionais de saúde, com o objetivo de informar métodos de prevenção do HIV e descontruir a discriminação em relação à ele, evidenciando que sua transmissão pode ser passada a qualquer um que tenha contato com o mesmo. Só assim, pessoas como o personagem de “Glee” poderão ser acolhidas e incentivadas a fazer o tratamento e controlar a doença.