O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
Segundo o artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Contudo, ao analisar o preconceito e as dificultadas enfrentadas pela população soropositiva na sociedade brasileira, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivada pelo preconceito e pela falta de uma educação cidadã plena promovem mais um impasse entre os cidadões do País.
Sob essa perspectiva, é importante ressaltar que a discriminação está entre as causas do problema, tendo em vista que essas pessoas são marginalizados na sociedade, onde sofrem para encontrar trabalho e são excluídas dos ambientes sociais, inclusive familiares. Nessa lógica, segundo Freud, em seu livro “Psicologia das Massas e Análise do Eu”, indivíduos tendem a suprir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo os diferentes. Tendo isso em vista, ressalta-se a importância de certos setores da sociedade, a exemplo de famílias e escolas, na formação cidadã dos brasileiros. Desse modo, é inaceitável que o cenário visto pelo preconceito às pessoas soropositivas fira a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Outrossim, é imperativo destacar a falta de informações como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Conforme o professor Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa lógica, é inaceitável que o HIV e a educação sexual continuem sendo um tabu dentro das escolas e hospitais pois, são nesses espaços, que devemos ter os primeiros contatos a cerca dessa doença, de forma a prevenir, informar e combater o HIV. Logo, é inaceitável que a desinformação perpetue uma doença que aflige tantas pessoas e que continua a se alastrar de forma descontrolada pelo País.
Sendo assim, medidas devem ser tomadas para resolver a questão do estigma associado ao vírus HIV no Brasil. Para tanto, o governo, em parceria com o MEC e o Ministério da Saúde, deve financiar projetos educacionais nas escolas e hospitais, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas e debates entre professores e pesquisadores da área. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser levar o debate para os ambientes públicos e erradicar a desinformação a cerca do vírus HIV. Dessa forma a ação iniciada no presente será capaz de modificar o futuro de toda sociedade brasileira.