O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 08/11/2021

Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles encontra-se o preconceito contra pessoas diagnosticadas com o HIV. Nesse sentido, emerge um complexo problema ocasionado pela educação familiar e pela falta de debate.

Em primeira análise, a educação familiar mostra-se como um impasse à resolução da questão. Conforme o sociólogo Talcott Parsons, ´´ A família é uma máquina de personalidades humanas``. A partir dessa perspectiva, percebe-se que o estigma associado ao HIV apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermpinio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas brasileiras e se estende por uma longa linha do tempo.

Outrossim, o silenciamento tamém é um fator determinante para a permanência da problemática. Sobre isso, o filósofo Habermas contribui de forma relevante ao afirmar que a linguagem é uma forma de ação. Desse modo, para que problemas delicados como o preconceito contra pessoas de soro positivo possa ser resolvido, faz-se necessário debates e informações verídicas acerca da doença com toda a sociedade. No entanto, nota-se uma lacuna no que se refere essa questão, que ainda é muito silenciada.

Depreende-se, dessa forma, a urgência de ações interventivas. Para iss, o Governo Federal, por meio de verbas públicas, deve promover propagandas contendo informações sobre os avanços do tratamento contra o HIV. Estas propagandas devem ser divulgadas também nas redes sociais de modo que se alcance uma maior parcela da população. O intuito de tal medida é o conhecimento da sociedade acerca dos avanços do tratamento. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve promover rodas de debates. Estas devem ocorrer nas escolas públicas e privadas. O intuito de tal ação é a conscientização de crianças e adolescentes que o preconceito é inaceitável.