O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 20/10/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa o estigma associado ao HIV e seus portadores, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desinformações que muitas vezes são uns dos principais fatores para a repreensão social que os soros positivos possam vim a ter. Nesse sentido, muitos dos portadores de HIV, se isolam e venham a ter casos de depressões, fobias sociais e outros problemas psicológicos relacionados ao meio social onde vivem, visto que segundo uma pesquisa feita pela Agencia Brasil, mais de 7% dos soro positivos, foram impedidos de frequentar cultos religiosos, e mais de 10% já foram chantageados por conta de sua condição e o mais triste, mais de 5% já sofreram agressão fisíca, esses fatos deixa evidente que o problema dessa doença no meio social, e pessoal, é a desinformação. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contra social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadaõs desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança e a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de ONGs, fazem campanhas educacionais para informar e orientar a população no quesito sobre a doença em sí e como podem se prevenir, com ajuda dos munícipos montar centros psicológicos para amparar todos os soros positivos das regiões em questões para poderem compartilhar e trocar relatos, pois só assim o Estado vai está cumprindo o seu “contrato social”, tal como afirma Jhon Locke.