O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 20/10/2021
O vírus da imunodeficiência humana, comumente conhecido como ‘HIV’, se popularizou no Brasil nos anos oitenta quando atingiu grau epidemológico e afetou celebridades em voga no país, como o cantor Cazuza, que falesceu decorrente da infecção.No contexto atual, o estigma associado a enfermidade tem-se mantido presente na sociedade brasileira, mesmo de maneira sútil e velada.Dentre tantos fatores que podem causar essa problemática, pode-se citar: a ausência de conhecimento adequado referente ao tema e a negligência governamental, no que tange o engajamento dos indivíduos afetados.Logo, torna-se se extrema importância e discussão do tema, visando soluciona-lo.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de conhecimento necessário sobre o HIV atua como promotor de preconceitos e assédios no Brasil. Nesse sentido, o estigma negativo associado a doença faz com que os portadores, muitas vezes, sejam excluídos de grupos sociais e negados a vagas de emprego ou a promoções, o que dificulta a tentativa de vida comum dos invíduos. Assim, de acordo com o sociólogo francês, Emilé Durkheim, a sociedade funciona como um organismo vivo e quando uma parte é afeta, isso transparecerá ao todo, o que nos garante perceber que o preconceito e a exclusão destinados a essa classe, desarmoniza a comunidade em geral. Portanto, é lamentável a avaliação geral do cerário, sendo necessário interverções urgentes, para torna-lo melhor socialmente.
Ademais, é importante apontar a negligência governamental como mecanismo impulsionador da problemática de preconceito atrelado ao HIV no país. Seguindo essa linha de raciocínio, segundo a Constituição de 1988 /art 5º, é dever do Estado garantir a igualdade de oportunidades a todos e mitigar a difusão do preconceito. Nesse aspecto, quando medidas de inclusão não são tomadas, os portadores do vírus encontram-se desamparados e à mercê da população, que em grande parte tem pouco conhecimento sobre o tema e agem semelhante ao ‘mito da caverna’ do filosofo grego Platão, sem querer dar uma chance ao desconhecido ou ao menos se permitir conhecer a questão. Fica claro, poís, que tal questão é tratada de maneira equivocada, ferindo a dignidade dos indivíduos envolvidos.
Verifica-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de reverter o quadro atual. Posto isso, para tanto urge o que o Ministério da saúde, instância responsavél pelas políticas salutares do país, crie, por meio de varbas gobernamentais, campanhas publicitárias em todos os meios cominucativos, explicando a condição real dos acometidos pelo vírus e seu baixissímo grau de periculosidade.Com a finalidade de informar a população a respeito do tema e mitigar os episódios de preconceito.Espera-se, que com essa medida, o estigma associado à essas patologias, em especial a do vírus do HIV, sejam irradicadas, para um convívio social harmônico, diferente do vivenciado nos anos oitanta no país.