O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
O HIV é o vírus causador de uma enfermidade muito grave, a AIDS, que não possui cura, entretanto tem tratamento para amenizar os seus efeitos sobre o corpo. Apesar do seu forte impacto na saúde dos indivíduos, uma das principais dificuldades que os soropositivos enfrentam é o preconceito, que é responsável pelo agravamento da situação, uma vez que pode contribuir para a adesão de doenças mentais, principalmente a depressão, e para o abandono ou negação da sua terapia. Essa discriminação ocorre por dois motivos, devido ao medo pelo próprio vírus e pela aversão ao cidadão infectado.
Em primeiro plano, pode-se analisar que o povo, na maioria das vezes, não está bem informado sobre o HIV e, por isso, não sabe com precisão as suas formas de transmição, fato que gera pavor nele, porque acreditam que pode ser facilmente propagado simplesmente pelo contato físico ou estar perto. Como exemplo dessa situação é possível citar um evento do passado, por volta da década de 80, quando a enfermidade surgiu e se proliferou bastante, além de ser responsável por diversas mortes, visto que era algo novo, que ainda não se sabia as causas e como conter os sintomas. A partir disso, conclui-se que a carência de conhecimento sobre a doença acarreta o medo nas pessoas e, como resultado, elas tentam evitar a aproximação com ela, terminando no segregamento dos soropositivos.
Em segundo plano, observa-se que é muito comum a sociedade reprimir e menosprezar o que julga como defeito, processo que também ocorre com os portadores de HIV, que são frequentemente classificados como problemas para os demais, tendo como consequência a violência, tanto física quanto psicológica. Esse fato é exposto pelo filme Filadélfia de 1993, que conta a hitória de um homem que descobriu ser portador do vírus e, devido a isso, a empresa para qual trabalhava o demitiu, entretanto ele abre um processo contra a firma. Por meio dessa obra, percebe-se que os soropositivos são, diversas vezes, desprezados e vistos como inaptos para servir para uma companhia, sendo uma das causas o medo da propagação do organismo patógeno para os outros indivíduos.
Portanto, é possível concluir que o estigma está muito presente na sociedade, inclusive relacionado ao vírus da HIV e aos soropositivos, e é responsável por agravar a saúde dos portadores, podendo ainda ocasionar a morte deles. Para amenizar essa discriminação, o governo, que tem a função de gerir o país e garantir os direitos de cada cidadão, que também abrange a segurança e o bem estar, deve, por intermédio de leis, incluir a educação sexual como matéria regular nas escolas, com o objetivo de ensinar aos jovens como se proteger, a importância desse ato e que não se deve julgar os outros por esse motivo, além de abordar as principais informações, como as formas de disseminação e tratamentos, sobre as enfermidades mais comuns, por exemplo a AIDS.