O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 14/11/2021
O protagonista do livro " O Triste Fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto, incessantemente acreditou no Brasil utópico. Todavia, os estigmas associados ao vírus do HIV deixam o país ainda mais longe do sonho do visionário personagem. Nesse sentido, no que tange à questão do tema, nota-se a configuração de um delicado problema, em virtude de aspectos socioculturais e da discriminação.
Nessa lógica, é preciso considerar a mentalidade coletiva . Consoante ao conceito de “normalização”, Michel Foucault,há, na sociedade, a tendência de repetição de comportamentos sem devida reflexão crítica dessa conduta . Sob essa perspectiva, quando se analisa os estigmas associados ao vírus do HIV, percebe-se que a falta de deliberação minuciosa sobre o assunto intensifica o revés, visto que muitas pessoas acreditam que esse vírus pode ser transmitido pelo ar ou pela saliva, o que não é verdade.
Ademais, convém pontuar que o preconceito é um fruto da problemática. De acordo com Rousseau, na obra “Contrato Social “, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar social. Entretanto, os estigmas associados ao vírus do HIV ,rompem com as ideias do filósofo iluminista, uma vez que o preconceito contra pessoas soro positivo é algo muito comum, um exemplo dessa triste realidade ,é que a cada 100 pessoas soro positivo 41 são vítimas de preconceito e de fofocas dentro do âmbito familiar. Dessa forma, com intuito de minimizar o porém, ações devem ser efetuadas pelo Estado.
Portanto,cabe ao governo federal, responsável pela administração federal em todo o território nacional, por meio de propagandas exibidas no meio de comunicação, falar sobre as reais formas de transmissão do vírus do do HIV e de como funciona o tratamento, buscando eliminar qualquer forma de estigma associada a AIDS. Assim, tal medida tem como intuito reduzir o preconceito contra pessoas soro positivo.