O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 21/10/2021

Na série “Elite”, é retratada a história de uma personagem que sofre discriminação em sua escola por ser portadora do vírus HIV. Em paralelo com a realidade, indivíduos soropositivos, ou seja, que portam o vírus, são alvo de preconceito, dificultando o processo de inclusão social. Portanto, devem-se evidenciar dois dos principais fatores que concretizam a problemática: a rejeição de portadores de HIV e o déficit no fornecimento de recursos básicos.

Primeiramente, deve-se compreender que o ato de discriminação é nocivo, e pode acarretar na atenuação de oportunidades para indivíduos soropositivos. De acordo com pesquisas da “Agência Brasil”, cerca de 20% dos portadores de HIV já perderam alguma fonte de renda por conta da sua condição de saúde. Nesse sentido, é notório que a segregação ou distinção de indivíduos portadores da doença contribui com o aumento da desigualdade no país, de modo que as fontes de renda são negadas. Dessa forma, conclui-se que a discriminação promove uma população intolerante e contrária aos conceitos de inclusão, contribuindo com o aumento do preconceito.

Outrossim, fica evidente o conceito de democratização de recursos básicos, como já orquestrado pela filósofa Hannah Arendt. Em vista disso, o conceito aponta que direitos básicos, como, por exemplo, saúde e alimentação, devem ser distribuídos de maneira igualitária a todos os indivíduos, incluindo camadas mais carentes da população. Dessa maneira, nota-se que o auxílio governamental é essencial para os soropositivos de baixa renda, haja vista que necessitam de uma alimentação saudável e visitas frequentes aos postos de saúde. Assim, conclui-se que a assistência do governo aos portadores do vírus é relevante, pois elimina a segregação desses indivíduos e proporciona uma melhor qualidade de vida.

Portanto, para que a discriminação contra indivíduos portadores de HIV seja atenuada do país, é mister que o Ministério da Saúde conscientize os indivíduos sobre os malefícios da segregação dos soropositivos na sociedade. Para isso, tal ação deve ser concretizada por meio de palestras em redes escolares realizadas por especialistas na área da saúde. Ademais, o incentivo ao diagnóstico precoce e meios de prevenção da doença também devem ser promovidos por meio de mídias sociais e palestras. Dessa forma, a fim de diminuir o estigma associado ao vírus na sociedade e evitar um cenário como o retratado na série “Elite”, a população brasileira se tornaria mais consciente e inclusiva.