O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2021

A série “Sexy education” retrata o modo com que os jovens atuais lidam com o sexo. Durante a trama, Eric, por ser homossexual, enfrenta muitos desafios envolvendo o HIV. Com essa abordagem, a obra revela a forma preconceituosa com que as pessoas lidam com as DST’S. Hodiernamente, fora da ficção muitos brasileiros diagnosticados como soropositivos são estigmatizados pela sociedade o que colabora para o surgimento de doenças mentais e exclusão social. Dessa forma, pela irresponsabilidade governamental e falta de informação, essas consequência se agravam.

Com efeito, a negligência governamental, no que tange à estigmatização de pessoas com HIV, é um dos fatores que fazem com que essa prática se perpetue. Nessa prerrogativa, a ausência de políticas públicas, voltadas para o tratamento terapêutico dessas pessoas, corrobora a precariedade desse setor e surgimento de doenças psíquicas, devido ao fato desses indivíduos serem excluídos do convívio social. Dessa forma, o preconceito e a precariedade da saúde coletiva só tentem a crescer. No entanto, apesar de a Constituição Federal de 1988 determinar como direito fundamental de todo brasileiro a integralidade da saúde, essa lei não vigora, visto que, não há investimento suficiente para o tratamento mental de soropositivos. Diante dos fatos apresentados,  cabe uma mudança de postura do governo.

Nota-se, outrossim, que a falta de informação, é influente nesse dilema. Nesse aspecto, devido à escassez de conhecimento disponibilizado pelo Ministério da Saúde, sobre a  forma que esse vírus pode ser disseminado, há a relativização e aumento de estigmas envolvendo essa problemática. Por conseguinte, assim como é confirmado em uma pesquisa da revista “Veja”, 40% dos brasileiros afirmam  que não se relacionaria com soropositivos por receio de se contaminarem. A pesquisa evidencia que a carência de instrução impacta de foma negativa a vida desses indivíduos. Dessa maneira, há o aumento de assédio moral, tendo em vista à exposição dessas pessoas a situações humilhantes e segregadoras. Logo, esses obstáculos, concordam com Sarammargo, quando relata que a falta de compreensão, torna a sociedade irrelevante e preconceituosa com os Aidéticos.

Portanto, vistos os fatos que contribuem para persistência da estigmatização de pessoas com HIV, é mister uma ação estatal e midiática. Diante disso, o Ministério da Saúde, deve intensificar a criação de políticas coletivas para essas pessoas, por meio do investimento de verbas nessa área. Para tal, faz-se necessária a contratação de profissionais especializados no tratamento psicológico de Aidéticos, com o objetivo de integrá-los no meio social. Ademais, cabe ao Ministério das Comunicações informar sobre o uso de  métodos contraceptivos como inviabilizadores dessa doença, com o intuito de romper com o assédio moral e preconceito. Isso feito, realidades com a de Eric, figurarão somente na TV.