O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2021

A obra “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade desprovida de problemas e conflitos. Fora da visão utópica para a realidade brasileira as pessoas têm uma visão equivocada, antiquada, associada ao vírus do HIV, o que, simultaneamente, opõe a obra de More e acarreta num estigma. Diante dessa perspectiva, percebe-se, infelizmente, a consolidação de um grave problema em virtude da mentalidade social e da omissão midiática.      Sob esse viés, convém ressaltar a forma como os indivíduos pensam como um empecilho para a resolução desse revés. De acordo com o filósofo Emile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nesse contexto, muitas pessoas associam e limitam o HIV ao um vírus da comunidade LGBTQIA+, assim, não há intervir uma intervenção séria, uma vez que a “doença dos gays” é só deles e não de toda a população, o que torna mais desafiador e complexo romper o estigma.

Além disso, é importante salientar a má influência da mídia. Segundo o sociólogo, Pierre Bordieu, aquilo que foi feito como instrumento de democracia não deve ser convertido em opressão. Sob essa óptica, a imprensa é o instrumento, já que não fala sobre as maneiras de contágio, saúde e prevenção, para assim ajudar a mitigar na marginalização de pessoas que têm HIV e debater sobre as verdadeiras formas de contágio      Portanto, para romper o estigma associado ao vírus do HIV, medidas são necessárias. Para isso, a mídia, órgão responsável pela difusão de conhecimento e informação, deve criar propagandas, outdoor, por meio de indivíduos que tem o vírus, a fim de mostrar representatividade e desmitificar viés preconceituosos. Espera-se, com isso, alcançar uma sociedade como na obra de More.