O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
Atualmente observamos cada vez mais a presença do estigma e da discriminação presentes na sociedade brasileira, e infelizmente o preconceito é algo que já está presente na nossa sociedade a muito tempo. A primeira aparição do vírus HIV foi na década de 80, no Estados Unidos foi em uma comunidade gay, no qual, foi considerado como um castigo divino antes do vírus se espalhar. Logo, o estigma associado ao vírus fez com que aumentasse ainda mais a discriminação já existente na sociedade não só das etnias, classe, raça, como também o gênero, desta forma podemos relacionar que o desenvolvimento do HIV retrata uma situação desafiadora em diversos fatores como sociais pela escassez de serviços prestados, sendo necessário uma intervenção.
Dados a artigo realizado pela PUCRS, 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram estigma ou discriminação por viverem com HIV ou AIDS, os comentários discriminatórios/especulativos afetaram 46,3% delas, 41% foram comentários feitos por membros da própria família, 25,3% assédio verbal, 19,6% perda de fonte de renda ou emprego, 6% sofreram agressões físicas e 81% das pessoas entrevistadas ainda é muito difícil revelar que vivem com HIV.
Em análise desses cenários vemos como o estigma e o preconceito estão presentes na sociedade brasileira, causando medo, desmotivação de iniciar/obter o tratamento e desencorajamento de aos indivíduos de contarem a família e parceiros, causando problemas mentais como o psicológico e problemas na saúde. O estigma relacionada a doença está muito ligado a parte de crenças em alguns aspectos, como a negatividade em relação às pessoas que possuem o vírus, as famílias e os indivíduos que apresentam maior risco de infecção (gays, homens que se relacionam sexualmente com outros homens, profissionais do sexo..), já a descriminação relacionada com o HIV está ligada ao tratamento desigual e injusto relacionadas pela crença, raça, situação financeira… Vale ressaltar como a falta de informação, faz com que os números de pessoas com o vírus aumente, pois a falta de informação é essencial para que as pessoas se previnem, saiba como ajudar as outras pessoas e não se tornem hipócritas.
Em suma, concluímos que para combater o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, é necessário que o estado realize mais campanhas de conscientização e informação, tanto nas ruas quando nas escolas, pois o conhecimento vem de lá primeiro e também propor debates sobre esses assuntos para conscientizar a todos do quão serio isso é e incentivar os profissionais da saúde oferecerem exames preventivos a fim de investigar sinais silenciosos.