O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2021
De acordo com a constituição federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros possuem direito de acesso a mecanismos de qualidade de saúde. Porém, tal prerrogativa não vem se concretizando, visto que casos de HIV tem aumentado seus casos no país e em um contra ponto pouco tratadas devido ao desinteresse de parte da sociedade que se encontra alheia a este estigma, assim como por ausências de medidas mais ativas por parte do Estado.
Em primeira análise, torna-se válido ressaltar que parte da sociedade possui preconceitos enraízados em relação aos soro-positivos(portadores de HIV), preconceito resultado de falta de informação em relação aos meios de infecção e propagação da própria doença. Segundo o filósofo Zygmund Bauman, a sociedade como um todo tem se tornado cada vez mais líquida, e como resultado deste processo cada vez mais os indíviduos se isolam, e se expressam menos, reduzindo possibilidades de diálogos, criando uma situação de fragilidade,isolamento e hostilização de pessoas diferentes, como por exemplo os afetados por doenças graves como o HIV. Desta forma, é de grande importância um papel mais ativo de educadores e instituições educacionais, a fim de isolar o preconceito e integrar melhor os portadores destas doenças.
Além disso, a ausência de medidas estatais mais ativas dificulta o diagnóstico, o tratamento da doença e se torna um entrave no conhecimento da população acerca da doença devido a pouca quantidade de campanhas conscientizadoras. De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 2 milhões de brasileiros estão infectados pelo vírus HIV, e deste cerca de 13% não sabe que porta a doença, resultado da falta de investimento público em campanhas de conscientização que possam levar informação as pessoas e possam permitir o diagnóstico da doença em um estado mais prematuro, aumentando as taxas de um tratamento satisfátorio e uma melhor qualidade de vida para o portador da doença. Desta forma, torna-se essencial uma postura ativa do Estado através da criação de campanhas públicas conscientizadoras e de maiores investimentos na área da saúde.
Portanto, o Estado deve incentivar as população da fazer o exame correto através do investimento em campanhas conscientizadoras, que explicitem os sintomas e formas de contagio da doença, e aumentar os leitos especializados na doença aumentando o número de pessoas tratadas. Paralelamente, as instituições de ensino devem buscar conscientizar desde as séries de ensino mais basilares a respeitar todos independentemente de suas diferenças, criando um ambiente saúdavel e acolhedor sem preconeitos para os portadores da doença, tornando o país mais justo e igualitário.