O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 10/11/2021
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor Thomas More, é retratada uma coletividade ideal, reorganizada por caminhos alternativos para que não houvesse problemas. Pórem, fora da literatura, tal ideário prevalece com antagonismo no que tange os estigmas às pessoas infectadas com o vírus HIV, deixando-as à margem da sociedade. Assim, há uma conjuntura de desafios a serem transpassados para reduzir esse mal, como indiligência educacional e descaso administrativo.
Sob esse viés, desde o início do processo civilizátorio brasileiro, a educação desencadeia um forte demarcador social. Logo, assim como defendeu o filósofo Immanuel Kant: “É no problema da educação que se assenta o segredo para o aperfeiçoamento da humanidade.’’ Nessa perspectiva, é notótia a essencialidade escolar na construção de diálogos sobre os estigmas associados ao contágio com o vírus HIV, entretanto ainda existe um tabu para falar sobre doenças sexualmente transmissíveis, fator determinante para a segregação dos indivíduos afetados.
Ademais, com o fim do período pré-histórico surgiu o Estado civil, o qual segundo contratualista Jhon Locke, existe para suprir as carências sociais. Nesse viés, é vigente a importância estatal na busca por reduzir o estigma em relação ao vírus HIV, uma vez que, tem intensa influência sobre a coletividade. Entretanto, embora seja de ordem constitucional a garantia da saúde com qualidade e equidade, as leis não se concretizam, pois a doença é tratada com desdém.
Portanto, o Ministério da Educação - incumbido de garantir o progresso de ensino brasileiro - seguindo as diretrizes constitucionais , em parcerias com instituições de ensino, deve desenvolver projetos socioeducativos, por meio de dinâmicas teatrais, retratando o cotidiano da população afetada por esse vírus, vítimas da exclusão coletiva e vulnerabilidade psicológica frente a tal segregação, tendo por efeito o estímulo à reflexão social, a fim de reduzir os danos desse mal. Aderido a isso, o Estado deve garantir a saúde preventiva desse grupo. Por fim, será possível mitigar tal distopia social.
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