O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 28/10/2021

A trama Malhação- Seu lugar no Mundo (2015 – 2016) mostra barreiras comuns na vida dos jovens, como exemplo um garoto que é soropositivo e mantém em segredo. Muitas pesquisas mostram que o estigma e a discriminação prejudicam a luta contra o HIV, fazendo que as pessoas tenham medo de procurar informações, métodos que reduzam o risco de infecção. Assim, o estigma e a discriminação enfraquecem a capacidade dos indivíduos e comunidades de se protegerem da infecção e manterem sua saúde (se já estiverem infectados).

Em primeira análise, podemos ressaltar as consequências da falta de informação causa na sociedade. Segundo dados do “Boletim Epidemiológico”, 920 mil brasileiros foram infectados pelo HIV em 2020, e a maioria deles eram jovens. Uma das consequências é que as pessoas soropositivas recebem muito preconceito e consideradas por certo grupos sociais como pessoas devassas, portanto, devem ser excluídas da sociedade. Infelizmente, isso faz parte da vida dessas pessoas.

Em segunda análise, o número de soropositivos no Brasil vem aumentando(Um relatório de 2019 no portal UOL confirma essa realidade, segundo o que os casos de HIV no Brasil aumentaram 21% nos últimos anos), comprovando que esse número se deve, em grande parte, à negligência na prevenção do comportamento sexual das pessoas. Nesse sentido, é preciso abordar as campanhas publicitárias do Ministério da Saúde, nas quais a prevenção de doenças é isolada apenas do uso do preservativo corretamente e continuamente Use-o com sabedoria. Além disso, o governo federal recentemente interveio no modelo de campanha de prevenção com pensamento conservador, visando isolar a doença em um determinado grupo social, comportamento esse sendo preocupante devido à informação.

Portanto, o Ministério da Educação tem a responsabilidade de realizar seminários educacionais sobre a importância do uso do preservativo nas escolas, quebrar o tabu da educação sexual com pais e filhos e estabelecer uma nova mentalidade sobre o tema. Além disso, o Ministério da Saúde também está contribuindo com redes de televisão abertas para promover campanhas publicitárias cheias em informações destinadas a mudar o pensamento retrógrado da sociedade sobre o assunto e fornecer preservativos em locais de fácil acesso. Um local para grupos socialmente desfavorecidos, para obter e utilizar métodos preventivos de forma correta.