O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
A AIDS, nome designado à doença causada pelo vírus HIV, carrega em si uma gigantesca carga de preconceitos históricos, que associados à falta de informação, levaram com que a simples menção de indivíduos soropositivo se tornasse um estigma. Logo, sob essa perspectiva, é indubitável afirmar que pacientes diagnosticados lidam diariamente com o pré-julgamento. Dessa forma, faz-se necessário compreender como o preconceito histórico e a desinformação afetam a vida de pessoas soropositivo.
Em primeiro plano, é impossível descartar a relação que a história da epidemia de HIV no Brasil possui com o ainda presente estigma envolvendo a doença, pois assim como declarado pelo professor e historiador Ricardo Posso, a AIDS, segundo a crença popular de ter se iniciado em grupos LGBTQI+ carregou durante todo o tempo tal carga de discriminação. Entretanto, mesmo após a evolução científica permitir que os pacientes diagnosticados, ainda que sem cura, possuam uma vida normal, a desinformação da população continua a impedir que o estigma se dissolva.
Tendo em vista a realidade supracitada, é possível relacionar o artigo “violência epidêmica” do renomado médico brasileiro Dráusio Varella, que teoriza sobre como atitudes e ideais reproduzidos ensinam as crianças e adolescentes a reproduzirem o mesmo no futuro. Logo, assim como a “moral do rebanho” de Frederick Nietshe, os jovens de hoje iriam continuar reproduzindo o preconceito contra pessoas soro positivo, que muitas devido ao desistímulo, acabam até mesmo desistindo do tratamento.
Portanto, é imperativo que mudanças sejam tomadas para reverter o quadro atual. Dessa forma, é nescessário que o Ministério da Educação implemente o ensino e a conscientização sobre as IST’s nas escolas. Paralelamente, é mister que o Governo Federal implemente projetos de apoio aos portadores da doença. Pois, somente assim será possível melhorar o cenário atual.