O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela falta de problemas. No entanto, tal cenário não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. À vista disso, faz-se necessário um debate sobre as principais causas do revés: descaso estatal para com o tema e o déficit na base educacional.
Em primeiro lugar, é importante entender que o descado estatal acentua o problema em pauta. De acordo com o pensador Thomas Hobbs, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Porém, ele falha em seu papel, visto que, conforme uma pesquisa apresentada pelo site Agência Brasil, cerca de 46% dos portadores do HIV já ouviram comentários discriminatórios sobre sua doença. Diante disso, fica clara a necessidade de uma tomada de atitude por parte do Governo.
Além disso, é preciso compreender que o déficit na base educacional é um dos fatores que auxiliam na perpetuação da problemática, pois, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, é evidente que a educação sendo uma grande influenciadora nos padrões de comportamento dos indivíduos, pode levá-los a ter um olhar crítico mais apurado voltado para problemas sociais.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Para isso, é imprescindível que o Estado, por meio de maiores investimentos nos setores de saúde e educação, promova campanhas sociais em lugares com muinta incidência de pessoas infectadas pelo vírus para conscientizar aqueles que praticam algum tipo de preconcieto contra os portadores do HIV. Ademais, capacite os professores das escolas, para que eles mesmos possam realizar em salas de aula, debates ligados a formas de resolver problemas sociais, com o intuito de aprimorar o olhar crítico dos alunos. Assim, espera-se alcançar a sociedade retratada por More em sua obra.