O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
Em 1987, a atitude da princesa Diana de apertar a mão de um dos pacientes portadores de HIV ficou para a história, visto que o estigma social relacionado com uma doença era exacerbado. Entretanto, hodiernamente, esse preconceito ainda é encontrado na coletividade, o qual julgam pacientes positivos como impuros e promíscuos. Logo, percebe-se que com essa aversão à enfermidade, as oportunidades ofertadas para esse grupo são reduzidas e a procura de tratamento é diminuída, posto que os pacientes sentem-se constrangidos. Dessa maneira, cabe avaliar como maneiras de combater o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, vale analisar as motivações para essa repulsão em relação ao vírus HIV. Sobre isso, o site “unaids.org.br” pontua que os principais fatores para essa descrição estão relacionados às crenças e atitudes estigmatizantes no que se refere às pessoas convivendo com o vírus e outros grupos mais vulneráveis à infecção, como gays, profissionais do sexo e travestis, o que pode prejudicar a qualidade de vida e as oportunidades ofertadas para esse corpo social. Assim, nota-se que, como pontua o cientista Albert Einsten, é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo.
Além disso, as consequências associadas à antipatia ao vírus causador da Aids, HIV, são desastrosas. Posto isso, a falta de procura de tratamento médico, mediante a discriminação sofrida por esses pacientes, é uma grave decorrência, capaz de fomentar a disseminação da doença. Outrossim, pesquisas realizadas pela Organização Internacional do Trabalho apontam que essa parcela da população também sofre com a discrepância no acesso ao meio profissional, em que, a título de exemplo, 10 das nações entrevistadas tinham taxa de desemprego de 30% ou mais em relação aos indivíduos portadores do vírus da Aids. Assim sendo, é perceptível a necessidade de medidas capazes de desmistificar esse prejulgamento, que gera disparidades e riscos aos afetados.
Portanto, é inegável a demanda para combater o estigma associado ao vírus HIV no corpo social. Para isso, cabe ao Poder Legislativo a criação de leis que tenham como finalidade punir os indivíduos que disseminam o preconceito contra os pacientes positivos para HIV. Essa lei deverá regulamentar essa forma de hostilidade a fim de possibilitar a condenação dos envolvidos. Também, aos órgãos midiáticos, como canais de televisão, redes sociais e rádios cabe a divulgação de campanhas que busquem acabar com essa distinção e motivar a procura pelo tratamento médico, para evitar a disseminação da doença. Só assim a obrigação do Estado de garantir saúde à população, garantida pelo artigo 196 da Constituição Federal, será. de fato, colocada em prática.