O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 25/10/2021
Estigma, preconceito, discriminação e exclusão, são algumas atitudes que muitos brasileiros ainda possuem sobre os portadores do vírus HIV. De acordo com a historiografia, nas décadas de 80 e 90, houve um surto de contaminação do vírus, sendo marcado por marcados de mortes nos continentes americano e africano. Atualmente, há muitos estudos, medicamentos e formas de tratamento dessa doença, logo, despreza-se a necessidade de associar o vírus à morte, como é de costume. Desse modo, evidencia-se que a falta de conhecimento sobre a doença e os avanços da medicina, gerou uma “cultura discriminatória” acerca dos contaminados, assim, tornando o preconceito presente no Brasil.
Em primeira análise, é importante ressaltar a amplitude do impacto que o estigma em relação à doença sobre os portadores do vírus. Na série norte-americana, “Pose” - longa-metragem que se passa em meio ao auge da contaminação do vírus nos EUA - além de abordar diversos outros temas importantes, é exposto também, o preconceito e a dor que os pacientes sentem quando algum episódio discriminatório acontece. Neste cenário, muitos atitude desistem do tratamento, evitando qualquer ligação com a doença, essa, que muitas vezes leva o indivíduo a óbito. Dessa forma, destaca-se que não só a AIDS, mas as atitudes que a sociedade tem sobre ela, influenciam de maneira significativa no tratamento da doença.
Sob outro prisma, notabiliza-se que essa cultura discriminatória desenvolvida no Brasil, prejudica as relações interpessoais entre soropositivo e negativo. Conforme a teoria do jornalista alemão Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, é exposto que, a constância com que tomamos atitudes ruínas, com o tempo como tornam comuns, banais para uma sociedade. Assim, desenvolvendo um problema mais difícil de ser enfrentado. À vista disso, observa-se infelizmente uma grande semelhança entre a teoria e a realidade em que estamos inseridos.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Sendo assim, é essencial que haja uma reflexão por parte da sociedade, somada a uma iniciativa governamental, concedendo à população um maior conhecimento sobre a doença. Isso pode ser feito por meio de campanhas nas redes sociais e programas educacionais desenvolvidos pelo Ministério da Educação, que serão instituídos nas escolas de maneira lúdica e adaptada para cada faixa etária, permitindo um maior entendimento do assunto. Destarte, espera-se então que, esta cultura discriminatória contra os portadores do vírus HIV faça-se extinta no Brasil, garantindo que os afetados sejam tratados de maneira mais respeitosa.