O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

A Sindrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) em meados de 1981, nos EUA, foi identificada em um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais. Por certo, os estigmas associados aos soropositivos tem origem nessa época, pois aquela sociedade - de maioria homofóbica - desenvolveu “nojo” dos infectados pela má interpretação das informações sobre a doença. Contudo, além dos danos psicológicos às vítimas, os preconceitos prejudicam à saúde pública.

Certamente que, por causa dos estigmas associados ao HIV, muitos indivíduos temem fazer os testes e até deixam de usar camisinha,  prejudicando, assim, a saúde pública. Segundo levantamento da Gentis Panel, 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos. Além disso, a pesquisa constatou que, em 52% dos casos, pelo menos um dos parceiros não se submeteu a esse exame. Ou seja, os efeitos dos preconceitos estão sendo evidenciados no Brasil.

Sobretudo, vale ressaltar que, devido aos falatórios sobre o HIV, os infectados sofrem sérios danos psicológicos, principalmente de familiares. De acordo com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PURCS), 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS. Outrossim, 47,9% dos participantes da pesquisa declararam ter sido diagnosticados com algum problema de saúde mental nos últimos 12 meses. Então, conclui-se que é necessário combater esse mal.

Portanto, com o objetivo de eliminar os estigmas associados aos soropositivos, a governo municipal, em conjunto com os hospitais locais devem, por meio de verba pública, realizar campanhas de conscientização e prevenção contra o HIV e a AIDS. Ademais, os institutos educacionais locais podem, utilizando-se de palestras, convidarem psicólogos e médicos a expor o assunto aos alunos do ensino médio, promovendo uma quebra de tabu. Sendo assim, a saúde pública e as vítimas irão se beneficiar.