O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 03/11/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, verifica-se que esse ideal consta na teoria e não desejavelmente na prática, seja pelo compartilhamento de notícias falsas e desinformação, seja pela ineficiência de medidas governamentais  as pessoas portadoras do vírus.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como as notícias falsas e exageradas potencializam o estigma associado ao HIV. Assim, a divulgação e o compartilhamento de Fake News, principalmente sobre a forma de transmissão do vírus, gera a exclusão dessas pessoas na sociedade. Dessa forma, portadores do HIV são afastados de relações sociais por causa da desinformação e do preconceito amplificados pelas Fake News. Nesse sentido, segundo estudo feito pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts, Fake News se espalham 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras.

Outrossim, é importante destacar a indiligência de medidas governamentais de apoio aos soropositivos. Nesse cenário, segundo Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função presevar a integração entre os indivíduos da sociedade. Todavia, devido a baixa atuação das autoridades isso não acontece corretamente no Brasil, causando uma precarização ao acesso de tratamentos tanto de forma clínica como de forma social e excluindo parte da população dos seus direitos básicos.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Logo o Governo deve, por meio de parcerias público-privadas investir em sites e campanhas na internet e na TV para o combate as Fake News sobre  HIV. De forma que divulgue e alerte a população sobre notícias falsas e mostre a importância de um tratamento e uma rede de apoio adequada, a fim de combater o preconceito na sociedade e auxiliar as pessoas soropositivas.