O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2021

Ainda existem muitos casos de preconceitos e hostilidades em relação aos indivíduos que carregam consigo o vírus que causa a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), o HIV, o que além de desinformar a população, facilita a proliferação da doença.

Os avanços das tecnologias permitiram que a informação fosse propagada bem mais rapidamente, de modo que é possível compreender o contexto de qualquer doença em minutos. Contudo, falas estigmatizadas que causam dúvidas e falsas percepções em relação ao vírus também ficam mais acessíveis, e isso é perceptível por um recente discurso polêmico do presidente, no qual ele alegou que as vacinas contra a COVID-19 teriam como efeito colateral a contração do HIV.

Ademais, os estereótipos impostos sobre o vírus complexificam o processo de realização exames diagnósticos, revelação do carregamento do agente infeccioso e o uso de preservativos, o que dificulta ainda mais a prevenção e o tratamento da AIDS. Como disse René Descartes: “Deve-se evitar toda precipitação e todo o preconceito ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto”.

Desse modo, é necessário que a mídia, no papel de conscientizadora da população, promova programas informativos sobre o HIV, de modo que a informação a respeito desse tema possa enfim abolir os paradigmas que o cercam, tendo a análise da realidade estimada por Descartes e melhorando a vida de quem convive com o vírus.