O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

Esse estigma é umas das atitudes que muitos brasileiros ainda têm em relação às pessoas que vivem com HIV. Segundo registros históricos, nas décadas de 1980 e 1990 estourou a contaminação viral, causando milhares de mortes nas Américas e no continente africano. Atualmente, existem muitas pesquisas, medicamentos e tratamentos para essa doença, por isso, como sempre, a necessidade de vincular o vírus à morte é ignorada. Portanto, fica claro que a falta de compreensão dessa doença e do progresso da medicina criou uma “cultura de discriminação” contra os infectados, o que gerou preconceito no Brasil.

Em uma primeira análise, é importante enfatizar até que ponto o estigma relacionado à doença afeta as pessoas infectadas com o vírus. Na série norte-americana, “Postura” - longa-metragem ambientada contra a pior contaminação viral dos Estados Unidos - além de abordar diversos outros temas importantes, bem como o preconceito e a dor sentidos pelos pacientes quando ocorrem os incidentes de discriminação. Nesse caso, muitas pessoas desistem do tratamento e evitam qualquer vínculo com a doença, atitude que muitas vezes leva à morte. Portanto, é preciso enfatizar que não apenas a AIDS, mas também as atitudes sociais em relação a ela afetarão significativamente o tratamento da doença.

Em outra perspectiva, vale destacar que essa cultura discriminatória desenvolvida no Brasil prejudica a relação interpessoal entre soropositivos e soronegativos. Segundo a teoria da jornalista alemã Hannah Arendt, a “banalidade do mal” expõe nossas persistentes atitudes em relação às más atitudes, o que com o tempo as torna corriqueiras, o que é mais comum para a sociedade.Portanto, revela as consequências de nossa incapacidade de identificar a causa, o que cria um problema mais difícil de enfrentar. Diante disso, infelizmente, existe uma grande semelhança entre a teoria e a realidade em que vivemos.

Em suma, são necessárias medidas que possam aliviar esse problema. Para isso, é preciso refletir sobre a sociedade e somar iniciativas governamentais para levar mais conhecimento às pessoas sobre a doença. Isso pode ser alcançado por meio da prática de esportes nas redes sociais e de programas educacionais desenvolvidos pelo Ministério da Educação, que serão apresentados às escolas de forma lúdica e adaptável a cada faixa etária para um melhor entendimento do assunto. Portanto, espera-se que essa cultura de discriminação contra as pessoas que vivem com HIV desapareça no Brasil, garantindo que as pessoas afetadas sejam tratadas com mais respeito.