O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

O Brasil e a luta contra desinformação: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Segundo o Drauzio Varella, médico renomado, define-se aids como  “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus), que leva à perda progressiva da imunidade.’’ O surgimento do vírus Hiv no Brasil, se dá no início dos anos 80 e junto com ela, o estigma  de que apenas homossexuais eram portadores da doença. Além do soropositivo lidar com a deterioração de sua saúde, ainda era obrigado a lidar com um preconceito e com a falta de informações a respeito da doença.

Com o passar do tempo, as pesquisas científicas e as técnicas médicas foram se aperfeiçoando, coquetéis de medicamentos foram sendo criados e ajudam na qualidade de vida daqueles que testaram positivo para a aids. Contudo, a desinformação e as famosas fake news ainda circulam em peso quando se trata da aids, muitos associam o vírus com a comunidade LGBT, porém é comprovado que qualquer pessoa pode se contaminar com infecções sexualmente transmissiveis, caso não use proteção quando tem relações sexuais. O estigma colabora para a homofobia enraizada na sociedade brasileira.

Nessa semana, durante uma live no Facebook, segundo o jornal O Globo, o misólogo presidente da república relacionou a vacina que previne o vírus covid-19 com a aids, afirmou ainda que “Uma comparação de relatórios oficiais do governo sugere que os totalmente vacinados estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido do que o previsto”, tal informação falsa interfere no alcance do programa de vacinação contra o novo coronavírus.

Para o combate dos estigmas enraizados na sociedade brasileira acerca da aids, o governo, mais especificamente o ministério da saúde, deve aperfeiçoar as campanhas de prevenção da doença, transmitindo-as em horário nobre na mídia televisiva, para que uma grande massa da população possa se conscientizar e procurar fazer um teste rápido, que detecta de maneira agilizada a doença para o começo de um tratamento.

Vale ressaltar, que porta-vozes sempre são bem-vindos à luta contra a doença, assim como o cantor Cazuza, quebrando o silêncio e assumindo que era portador do vírus, o que proporcionou nos anos 80 e até os dias atuais, a coragem para o enfrentamento da doença.