O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

Apesar dos grandes avanços da medicina nos dias atuais e ainda mais no tratamendo do vírus HIV, o estigma, discriminação e exclusão, são algumas atitudes claramente evidenciadas na sociedade com os chamados soropositivos. Muitas vezes, esquecidas pela nação e principalmente pela família. Desse modo, é notório a negligência acerca dessa doença, gerando uma chamada cultura discriminatória na sociedade brasileira.

Ademais, tal problemática pode ser devido a um atraso social, ainda mais sobre a óptica da medicina, sobre um olhar otimista, despreza-se associar tal vírus a “morte”, já que cada vez mais os tratamentos se apresentam mais eficazes. O filme norte americano “The Normal Heart”,  - longa-metragem que retrata a proliferação do vírus nos EUA na década de 80 - além da abordagem de diversos outros temas importantes, como a abordagem preconceituosa do governo perante a minoria, retrata ainda o preconceito refletido na sociedade, e a situação do novo vírus nomeado por eles de “câncer gay”, apelido pejorativo.

Sob outro viés, nota-se que essa cultura discriminatória desenvolvida no Brasil, prejudica as relações interpessoais entre soropositivo e negativo. De acordo com o filósofo Norberto Bobbio, “o preconceito se constitui de uma opinião errônea que é aceita passivamente, sem passar pelo crivo do raciocínio, da razão”.

Portanto, a urgência de medidas eficazes são totalmente necessárias, sendo assim, uma reflexão por parte da sociedade é necessária, sendo feita através de palestras educacionais em escolas, empresas e hospitais. A necessidade de educação sexual urge diante de todas as camadas sociais para a conscientização, a fim de que, a diminuição de preconceito e a aceitação de sorospositivos na sociedade seja cada vez mais abrangente.

Espera-se então que, esta cultura discriminatória contra os portadores do vírus HIV se torne inexistente no Brasil.