O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2021
Uma grandíssima dificuldade enfrentada pelas pessoas portadoras do vírus HIV, além de suas consequências em relação ao estado de saúde do portador, sem dúvidas é o enorme preconceito sofrido por elas. Para a sociedade brasileira, o vírus e as pessoas contaminadas por ele, acabam sendo um estigma, o que é deveras prejudicial para os soropositivos, que já sofrem bastante com a própria doença causada pelo HIV.
De acordo com dados da Unaids, programa das Nações Unidas criado para criar soluções e ajudar nações no combate à AIDS, 64,1% das pessoas que têm HIV/aids sofreram alguma forma de discriminação, o que é uma informação alarmante. Em pleno ano de 2021, mesmo quando já existem diversos tratamentos capazes de controlar os efeitos e, até mesmo a transmissão do vírus, ainda existe um enorme e massacrante preconceito sofrido pelos portadores.
Na música “Via Láctea” do Legião Urbana, é descrita de maneira íntima todo o sofrimento do vocalista Renato Russo, que morreu em 1996, portador do vírus HIV: “Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira, e quando chegar a noite, cada estrela parecerá uma lágrima”. É evidente a tamanha aflição descrita por Renato, portanto, a questão dos soropositivos, deve ser tratada com seriedade e de maneira livre de preconceito, pois eles já sofrem demaziadamente com a doença, e não devem ser submetidos a tamanha discriminação.
Vista a tamanha proporção do estigma ligado ao vírus HIV, devem ser criadas campanhas de conscientização, por parte da mídia, através de propagandas e debates sobre a discriminação sofrida pelos soropositivos. Isso deve ser feito em meios de comunicação como a TV e os jornais, pois desta maneira, o preconceito sofrido por estas pessoas diminuiria, visto que a população em geral, ficaria mais familiarizada com o assunto, e o trataria com maior normalidade, tornando assim, a vida das pessoas que portam o vírus, um pouco menos difícil e sofrida.