O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos direitos à sáude, educação e bem-estar na sociedade. Entretanto, os estigmas e discriminações associados a AIDS, são frutos da falta de conhecimento sobre o assunto. Diante disso, se faz a análise desse contratempo.
Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de informação sobre IST ( Infecções Sexualmente Transmissíveis), o que torna a vida dos pacientes infectados mais difíceis, de acordo com a pesquisa feita pela Uou, em 2014, mulheres soropositivas dizem que o preconceito é a parte mais difícil de suportar. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis, como a informação e saúde, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que com a falta de conhecimento, se torna mais difícil a identificação da doença pelo próprio portador, como impulsionador da infecção de mais pessoas no Brasil. Diante de tal exposto, há falta de apoio e incentivo dos munícipios para a realização dos testes, ajuda na propagação dos vírus e bactérias. Logo, é inadimissível que o cenário continue.
Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, proponha palestras nas escolas para pré-adolescentes, com o intuíto de se proteger e saber identificar caso tenha contaminação, com o fim de acabar com a propagação e preconceitos com os portadores da doença. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu contrato social, como afirma John Locke.