O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 03/11/2021

Em uma declaração pública, o atual presidente do país associou as vacinas da COVID-19 com o vírus do HIV, tentando amedrontar aqueles que iriam tomar a vacina. Como o presidente, muitos veem o vírus como algo surreal e usam para inserir medo e mentiras na sociedade brasileira. Dos estigmas associados ao soropositivo, o preconceito e a exclusão destes indivíduos são os mais marcantes.

Conforme dito, no mencionado acima, o preconceito é uma opinião baseada em pré definições hostis, e é uma das marcas associadas ao HIV deixada na sociedade brasileira, antes de ter um nome científico a AIDS era conhecida como doença dos gays e indianos. Isso se deve à falta de informação, muitas pessoas não querem saber ou entender, corroborando a ideia de Platão de que a ignorância é a raiz e vapor de todo o mal. Outrossim, a pouca divulgação sobre o assunto, em escolas, por exemplo, não se fala sobre o tratamento do soropositivo, só colocam medo nas crianças e adolescentes. Como consequência, tem-se uma sociedade que não compreende o que é o vírus, julga as pessoas e se torna cada vez mais preconceituosa.

Vale pontuar, ainda, que a exclusão dos indivíduos portadores do HIV, corresponde a um afastamento, uma refeição da sociedade para com essas pessoas, visto que os outros não compreendem e os excluem. Impasse devido ao medo da contaminação, como na novela Malhação em que todos ficam receosos e não querem contato com um menino soropositivo. Além disso, a vergonha de ter um amigo com AIDS, muitos com medo de serem rejeitados, ou mal vistos por outros amigos evitam qualquer contato afetivo. Dessarte, tem-se um país formado por pessoas ruins, que segregam e rejeitam outros indivíduos somente por serem portadores de um vírus que já é controlado atualmente.

Com isso, não existem dúvidas de que existem alguns estigmas associados ao vírus do HIV que precisam ser remediados urgentemente. Portanto, as escolas, essas que são responsáveis pela educação secundária, devem falar abertamente sobre o assunto, não colocar medo nas crianças e ensinar a não ser preconceituoso, por meio de conversas educativas e atividades sobre o assunto, com o intuito de criar um país melhor e sem preconceito. Também, o governo deve realizar mais propagandas educativas sobre como o HIV é transmitido e os cuidados, alertando sempre que pessoas com o vírus são normais e podem ter uma vida normal, a fim de não excluir pessoas soropositivo da sociedade.