O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

A maioria das pessoas que vivem com HIV e AIDS no Brasil experimentou pelo menos alguma discriminação durante sua vida. O estigma e a discriminação relacionados ao HIV/AIDS podem reduzir/prevenir o medo do resultado do teste e da busca pelo tratamento adequado nos serviços de saúde após a detecção de uma condição sorológica positiva. 8-10 No Brasil, o censo permitiu avaliar opiniões discriminatórias sobre o HIV e a gravidade do problema. Um estudo com 1.784 pessoas em sete capitais brasileiras, de abril a agosto de 2019, mostra exatamente isso. Esses dados fazem parte do índice de estigma associado a pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil.

De acordo com essa pesquisa, 64,1% das pessoas que foram entrevistadas já sofreram alguma forma de estigma ou discriminação por causa do HIV ou AIDS. Comentários discriminatórios e/ou especulativos afetaram 46,3% deles, sendo que 41% desse grupo afirmaram ter se tornado alvo de comentários de familiares. A pesquisa também mostrou que muitos deles vivenciaram outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de renda e emprego (19,6%), e agressão física (6,0%).

Como essa doença é um assunto Tabú na sociedade, precisamos reforçar nas escolas apoios e discussões de prevensão e ajuda nesse problema, tornando ele mais fácil de ser tomado com as pessoas. Para tornar algo natural e fácil de ser falado devemos conversar sobre isso abertamente e sem nenhum tipo de parede, então devemos trazer matérias como educação sexual para as escolas.