O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 26/10/2021

O estigma associado ao vírus HIV existe em todo o mundo deste que surgiu nos anos 80. Todos se lembram do filme Filadélfia com Tom Hanks retratando o processo movido pelo protagonista contra a empresa que o demitiu por estar com AIDS. No Brasil, a morte do cantor Cazuza infectado pelo virus foi estampada em todas as revistas e jornais da epoca, associando a doença à homossexualidade, à promiscuidade e ao uso de drogas.

Desde então as formas de tratamento evoluíram, reduzindo muiro a letalidade da doença, que continua sem cura e sem vacina efetiva. Os trabalhos sociais e de orientação escolar, com esclarecimentos sobre a  doença e suas  formas de transmissão, têm, como objetivo, evitar a propagação da mesma e coibir a  estigmatização dos portadores do HIV.  Campanhas de educação sobre a doença necessitam ser implementadas continuamente pelo governo junto com o Ministério da Saúde.

O estigma associado às formas de trasmissão  conhecidas (sexual, compartilhamento de serigas em usuários de drogas, transfusão sanguínea, transplacentária e através da amamentação) carrega muito preconceito e julgamento social injusto. A desinformação e o medo da estigmatização levam aos portadores do virus a retardar o diagnóstico e protelar o  tratamento adequado e efetivo com redução da carga viral.

Dessa forma, torna-se importantíssimo o esclarecimento da população jovem, principamente nas escolas,  sobre a doença e como evitá-la. O incentivo ao uso de camisinha nas relacões sexuais e o não compartilhamento de seringas entre usuários de drogas, assim como exames pre-natais adequados, são importantes e dependem de ações dos Ministérios da Saúde, da Educação e da Ação Social, conjuntamente ou isoladamente.

O fornecimento gratuito das medicações para o tratamento da AIDS e assistência médica acessível aos doentes, devem ser focos do Ministério da Saúde. Assim como estudos no desenvolvimento de possível vacina, devem ser apoiados e incentivados pelo Ministerio da Ciência e Tecnologia. O fornecimento de cesta básicas ou auxilio-doença aos portadores de HIV em condições de vida precária, deve ser um programa social permantente do Governo em todo o Brasil.

Concluindo, para reduzir a estigma associado ao HIV na sociedade brasileira é primordial a ação  governamental em todos os níveis, focados na informação, na prevenção, no diagnóstico precoce e  no tratamento adequado. O trabalho de inclusão dos portadores na sociedade sem discriminacao, depende de um intenso trabalho social junto a toda população.