O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
Ao considerar o tópico trivial do HIV hoje, é útil analisar o Rousseau. No entanto, com a deterioração da sociedade, a sociedade implementou leis que beneficiaram a classe dominante em sua organização, estabelecendo assim a desigualdade. Desta forma, desde o período das Luzes, as pessoas compreenderam que a sociedade só pode progredir quando se está mobilizado para a adversidade dos outros. Porém, ao se considerar a banalização do HIV na atualidade, nota-se que esse esclarecimento se dá na teoria, não, na prática. Portanto, vale a pena conferir a trajetória histórico-cultural do Brasil e o descaso do poder público que afeta diretamente a questão.
Não há dúvida de que a atitude do sociólogo Durkheim é determinada por fatos sociais. Isso significa que os indivíduos agem conforme as práticas sociais vigentes. Portanto, na década de 1980, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida era chamada doença “homossexual”, que fazia com que os heterossexuais desprezassem o vírus. Diante disso, os casos de HIV se espalharam no Brasil. Portanto, fica comprovado que pelo conteúdo revelado no livro “O Poder das Conexões”, a interação social afeta o conceito de cultura.
Além disso, conforme a Constituição Federal de 1988 — a norma mais elevada do ordenamento jurídico brasileiro — todos têm direito à saúde. Porém, quando observamos a banalidade do HIV no Brasil, podemos constatar o descumprimento dos tratados nacionais. Com isso, ocorreu a chamada “patologia social” de Durkheim, ou seja, quando a legislação existiu, ela não entrou em vigor. Por isso, o desprezo do Brasil pelo HIV é um problema de saúde pública. Portanto, as autoridades públicas devem respeitar o “contrato social” de John Locke.
Portanto, desprezo pela AIDS é desprezo pela própria saúde. Logo, o brasileiro deve estar atento a essa doença e respeitar seus portadores. Portanto, insta os estados a fazerem mudanças criativas para reduzir drasticamente o número de casos de HIV no país. Ao contrário do que afirma Sartre, a intenção é que o inferno não seja mais outra pessoa. Com isso, o que aconteceu na década de 1980 não aconteceu, e a doença tornou-se menos comum.