O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2021
A praga gay
De acordo com o sociólogo Èmile Durkhein, instituições negligentes com o contrato social causam o caos na sociedade. Logo, mesmo que a taxa de contaminação por HIV no Brasil se estabilizou nos recentes tempos, deturpa ainda do ideal institucional citado pelo sociólogo, já que, nos últimos anos as transmissões tiveram um aumento de 3%. Desta forma, combater as informações falsas sobre o contágio do HIV entre os jovens brasileiros, também erradicando a ausência de políticas públicas nas regiões mais marginalizadas, são meios para que o Estado resolva tal questão.
Em primeiro caso, o cantor Cazuza, expos como na década de 90, o preconceito em relação a doença, que até então era conhecida “praga gay”. Ademais, sobre esse contexto de repressão social, o senso comum e as posturas governamentais, foram marcadas pela marginalização e a exclusão dos doentes, no mais, segundo o Ministério da Saúde, 45% dos portadores não são atendidos psicológicamente ou médicamente por parte do governo. Logo, o aumento da doença, que poderia ser freado com politicas públicas, é retardado pelo preconceito social que aumenta uma ideia arcaica e excludente no país.
Em segundo caso, ressalta-se os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, somente 56,6% dos brasileiros entre 15 à 24 anos usam preservativo com parceiros casuais, expondo assim, o relaxamento com as infecções sexualmente transmissíveis por conta da desinformação moderna. Logo, exceto os avanços em relação a distribuição gratuita de preservativos nos postos de saúde, além das campanhas difundidas na época da epidemia da AIDS, a futilidade sobre o controle das contaminações de HIV faz com que se retorne o crescimento dos casos, uma vez que os jovens não possuem mais ciência da gravidade da doença.
Em suma, o Estado deve intervir para que o aumento das contaminações por HIV no Brasil seja finalizado. Desta forma, o Ministério da Saúde deve reforçar as campanhas de combate à transmissão do HIV, através dos canais de informação, como redes sociais, Tv e rádio – de modo a afetar a população mais jovem - com o intuito de informar sobre o contágio, uma vez que a futilidade de informações eleva o aumento de casos. No mais, os postos de saúde marginalizados devem aumentar o atendimento nos bairros periféricos afim de de tornar mais acessível os preservativos e informativos sobre o HIV, diante disso, será distinta da realidade do Brasil a máxima de Èmile Durkhein.