O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2021

A peste bubônica tratou-se da pior doença perante a Idade Média, provocado pela bactéria Yersina pestis, sendo capaz de matar mais de um terço da população europeia da época. Analogamente à peste citada, o estigma associado ao vírus HIV (imunodeficiência humana) vê-se ganhando destaque na sociedade brasileira, uma vez que a falta de empatia da população é visível no preconceito com os portadores da doença. Diante do assunto retratado, é necessário diagnosticar a causa desta ausência de afeto com o próximo corrompido pela singularidade da doença.

Primeiramente, é necessário informar que o preconceito já é visto na população brasileira desde o começo, no Brasil Colonial. Segundo o historiador Sérgio Buarque em sua obra “Raízes do Brasil”, o país (oriundo de uma miscigenação aflorada) apresenta uma cultura preconceituosa com o vulnerável, considerando-o desprezível perante a sociedade. Entretanto, o mesmo fator ocorre na realidade atual brasileira, visto que muitos portadores da doença são marginalizados, humilhados e, muitas das vezes, culpados pela contração do vírus,. Por consequência, diversos portadores do HIV soropositivo já relataram sofrer de problemas psicológicos, devido à sua exclusão social moral no país. Dado o fato, o foco gira-se em disseminar tal desrespeito com o indefeso.

Ademais, outro fator resultante do preconceito gerado contra esses indivíduos trata-se da ausência de preocupação que diversas instituições escolares provocam sob seus alunos, cujo não demonstram-se interessados na educação sexual dos alunos e jovens, que de acordo com o Ministério da Saúde, são os mais afetados pela discriminação por contração do vírus. Tal afirmação prova que os institutos educacionais não estão cumprindo com sua função facultativa de ensinar o aluno sob seu cuidado sexual.

Diante das informações despostas, é necessário tomar uma atitude para amenizar a discriminação desposta nos portadores de HIV soropositivo. Para isso, cabe, novamente, ao Ministério da Saúde - órgão responsável pelo controle e assistência à saúde humana -  organizar palestras e campanhas educacionais em institutos e escolas públicas, juntamente com o auxílio de profissionais e especializados no assunto, a fim de informar estudantes e jovens sobre seu cuidado sexual e acolher os portadores necessitados, para que assim, garantam sua segurança contra o preconceito cultural da sociedade brasileira.