O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 26/10/2021
A aids é uma doença causada pela infecção do HIV, através de fluídos corporais e afeta células especificas do sistema imunológico. O HIV é um retrovírus a contaminação pode ocorrer por meio das relações sexuais sem o uso de preservativo. Há também casos de contágio de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação. Atualmente, o estigma e a discriminação são os principais obstáculos à prevenção, tratamento e cuidados das pessoas infectadas.
Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, cerca de 920 mil pessoas no Brasil estão infectadas pelo HIV. Destes, 89% foram diagnosticados, 77% estão recebendo terapia antirretroviral e 94% dos que recebem tratamento não transmitem o HIV sexualmente porque atingiram uma carga viral indetectável. No entanto, pesquisas conduzidas pelo UNAIDS mostram que as pessoas estão cada vez mais com medo de buscar informações, serviços e métodos para reduzir o risco de infecção, porque se preocupam em levantar suspeitas sobre seu status sorológico.
Por exemplo, uma pessoa não pode usar preservativo (ou não exigir um parceiro ao uso) ou não fazer o teste de HIV em uma instituição médica porque pode haver suspeita de infecção pelo vírus. Esse medo também pode estar relacionado à violência, pois as pessoas que vivem com HIV são desencorajadas a revelar sua sorologia aos familiares e parceiros sexuais, diminuindo o interesse em persistir no tratamento. O estigma relacionado ao HIV refere-se a crenças, atitudes e sentimentos negativos sobre as pessoas infectadas pelo HIV ou aquelas com alto risco de infecção pelo HIV (como homens gays, profissionais do sexo, travestis e pessoas trans). A discriminação relacionada ao HIV refere-se ao tratamento desigual e injusto de indivíduos com base em sua condição de HIV verdadeira ou percebida.
Em conclusão, cabe ao Governo e Ministério da Saúde, proporem às empresas, escolas, veículos de comunicação como TVs e redes sociais fazerem palestras e campanhas com o objetivo de informar a sociedade sobre a doença evitando o estigma, discriminação das pessoas acometidas pelo vírus, bem como orientar quanto a importância do uso de preservativos no ato sexual.