O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
Com o surto do HIV na década de 1980, quando as pessoas não sabiam muito sobre a doença e não recebiam tratamento, muitas mortes aconteceram e também levou à disseminação de notícias falsas, entretanto, com a ajuda do governo e da população, o número de casos diminuiu. No entanto, hoje, o tratamento desta doença por muitos jovens é irrelevante.
O número de pessoas infectadas com o vírus no Brasil vem aumentando devido à falta de informação e prevenção. Parte da população desconhece a forma de infecção, ou seja, por meio do sexo sem preservativo ou do contato com o sangue de uma portadora, ou ainda não sabe que está infectada com o vírus, o que pode gerar novos casos, logo, fica evidente a necessidade de aulas de educação sexual para jovens. Há muito tempo, devido à falta de abertura no diálogo, falar sobre sexo e comportamento sexual com crianças e jovens é considerado um ´´tabu``. Entretanto, a educação sexual visa esclarecer e informar qualquer coisa relacionada ao corpo e ao sexo de uma forma natural, além de produzir consciência sexual e questões de gênero. Portanto, a educação sexual é importante tanto para trabalhar a prevenção, quanto a descriminação.
Segundo o filósofo americano Ralph Waldo Emerson, “A maior riqueza de um país é a saúde de seu povo”, ou seja, a composição de uma sociedade saudável gira em torno da saúde coletiva de seu povo. Porém, devido ao descaso sistemático com pessoas infectadas pelo HIV, o número de soros positivos vem aumentando e está longe de ser resolvido. A negligência com essa doença impede que as pessoas busquem exames diagnósticos. Portanto, como o vírus reage de maneira diferente em cada organismo e pode permanecer no corpo humano por vários anos sem apresentar sintomas, muitas pessoas se infectam sem saber e, por ignorar os riscos do HIV e de outras infecções, consequentemente, contribui para o agravamento da doença na sociedade brasileira.
Sendo assim, é necessário avanços de maiores proporções nos tratamentos da doença. Dessa forma, o estado deve investir em pesquisas do HIV nas áreas de saúde e social, não obstante, deve investir mais nos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS), para que toda a população tenha acesso a meios de prevenção do HIV e acompanhamento clínico suficiente, por meio de exame, consulta e medicação. De modo que, forneça uma melhor qualidade de vida e acesso a informação.