O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
O vírus HIV, causador da Aids, ao longo do tempo foi temido por conta da associação a um elevado número de mortes. No Brasil estima-se que 530 mil pessoas vivem com HIV/AIDS, e o Brasil investe 780 milhões de recursos destinados ao combate às DST/AIDS. Na contemporaneidade é notório uma crescente e negativa banalização do mesmo, requerendo assim maior atenção e discussão para reversão desse quadro.
Com o avanço científico ao longo do tempo, o vírus HIV não passou a ser uma doença desconhecida, fazendo com que consequentemente melhorasse a qualidade e expectativa de vida do soropositivo. A sociedade conseguiu ter acesso a mais informações sobre o vírus, porém ainda existe um grande preconceito sobre as pessoas que são portadores do vírus HIV.
A consciência social segue vinculada ao senso comum, que acaba por tratar o vírus do hiv com discriminação e preconceito, levando a diversas pessoas portadores do vírus a não procurarem ajuda ou fazerem teste por conta do sentimento de vergonha, fazendo com que prejudique o avanço de coleta de informações para estatísticas. O sentimento de vergonha de realizar o teste pode levar a propagação do vírus, podendo causar uma possível pandemia.
Levando em consideração os fatos, é notório que o preconceito pode ser tão perigoso quanto o vírus. O Ministério da Saúde, juntamente com as grandes mídias, devem criar uma campanha incentivando as pessoas a realizarem o teste de HIV, visando a coleta de informação para estatística e também a diminuição da propagação do vírus.