O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2021
Não é de hoje que a população da sociedade brasileira sofre com o estigma associado às vítimas do vírus HIV, assim, tem-se que o histórico para com este problema social se dá em um contexto de aproximação entre os portadores da doença e da morte. Devido à desinformação e falta de conhecimento da sociedade, há a indução de um pensamento e uma cultura discriminatória por parte dos brasileiros, o que acaba por gerar uma sociedade mais preconceituosa e intolerante.
Em contexto, o tratamento da AIDS nunca foi visto como um processo fácil, contudo, com o preconceito sofrido pelas vítimas da doença faz com que o andamento de tal seja ainda mais dificultoso. Certos casos concretos de pessoas que já sofreram discriminação justamnete por portar o vírus HIV já foram expostos, como é evidenciado pelo gráfico com a proporção de participantes que ja sofreram diferentes formas de estigma e discrimininaçaõ (%). Neste cenário, muitos desistem do tratamento, evitando qualquer ligação com a doença, atitude essa, que muitas vezes leva o indivíduo a óbito. Dessa forma, destaca-se que não só a AIDS, mas as atitudes que a sociedade tem sobre ela, influenciam de maneira significativa no tratamento da doença.
Ademais, nota-se, também, que, a partir dos estigmas para com as vítimas de AIDS e do vírus em questão, vem sendo recorrente a ideia de que esteja ocorrendo uma banalização acerca do assunto, uma vez que, ao adotar os preconceitos como atitudes comuns, tal ação deixa de ser vista como algo errado e ruim para a sociedade. Isso se dá mediante a teoria da jornalista alemã Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, em que é exposto que a constância com que tomamos atitudes ruins, com o tempo, as tornam comuns, banais para a sociedade.
Tendo em vista os fatos mencionados, verificam-se necessárias medidas que cessem essa problemática. Deste modo, é de extrema importância que haja uma reflexão e conscientização por parte da sociedade, somada a uma iniciativa governamental, dando assim à população um maior conhecimento sobre a doença. Tal conscientização deve ser realizada por meio de campanhas nas redes sociais e programas educacionais desenvolvidos pelo Ministério da Educação, juntamente com o da Saúde, que serão disseminados para as escolas, fazendo com que chegue a todos. Outrossim, é esperado que essa cultura discriminatória contra os portadores do vírus HIV seja extinta / extinguida no Brasil, garantindo que os afetados sejam tratados de maneira mais respeitosa.