O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2021

A peste bubônica foi considerada a pior doença da idade média, sendo a responsável pela morte de cerca de um terço da população europeia daquele período. Apesar disso, com o passar dos séculos, outras doenças tem causado a morte da população mundial, entre elas o vírus do HIV. Entretanto, esse patógeno tem sido cada vez mais banalizado tanto pelo número de mortes quando pelo seu tratamento, o que acarreta o agravamento do problema.

Em primeiro instante se faz necessária uma análise dos parâmetros que apontam para esse forte agravamento desse problema. Nesse sentido, segundo dados coletados pelo Ministério da Saúde, apenas 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais, evidenciando, portanto, a despreocupação dessa faixa etária com a doença devido à desinformação hodierna. Dessa forma, salvo progressos como a distribuição gratuita de preservativos nos postos de saúde, além das campanhas introduzidas na sociedade durante a epidemia da AIDS, a leviandade sobre o controle das infecções por HIV retoma ao crescimento dos casos, uma vez que os jovens perdem o receio da gravidade da doença. Muitos adolescentes não possuem conhecimento da atividade do vírus e muito menos que o vírus não é transmitido apenas por um tipo de relação sexual, o que também leva o agravamento da situação.

Além disso, também é importante destacar que o baixo número de mortes é relevante a discussão. I Como descreve o filósofo Aristoteles, o homem é um ser social, e, por esse motivo, tende a desenvolver relações pessoais com comportamentos de risco para contrair a doença, como relações sexuais desprotegidas e uso de drogas injetáveis. Assim, devido ao fato de se tratar de uma doença já conhecida e com tratamento as pessoas descuidam da sua proteção, uma vez que, sabem que a grande maioria de pessoas soro positivas não morrem pela doença e nem tem seu corpo deteriorado e consumido pela mesma como aconteceu aos cantores Cazuza e Renato Russo vindo, assim, a não se prevenirem.

Portanto, o Estado deve intervir para que o aumento das infecções por HIV no Brasil seja extinto. Logo, o Ministério da Saúde deve reforçar as campanhas de combate à transmissão do HIV, por meio dos canais de informação, como redes sociais, Tv e rádio, de modo a atingir a população mais jovem, com o intuito de desmitificar o contágio, uma vez que a leviandade de informações agrava o aumento de casos.