O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 29/10/2021

O vírus da HIV(vírus da imunodeficiência humana), age atacando, primeiramente, o sistema imunológico da pessoa, começando pelos linfócitos T CD4, responsáveis pela identificação de substâncias nocivas ao organismo. Infelizmente, desde a sua descoberta em 1983, não foi descoberta uma cura ou vacina, entretanto, há tratamento. No entanto, mesmo sendo uma doença descoberta há mais de 35 anos, existe uma grande falta de informação e junto a ela, vive o preconceito com os portadores de HIV.

Precipuamente, vale ressaltar a existência da desinformação quanto ao que é HIV. Analogamente, o livro A corrente da vida de Walcyr Carrasco trata do personagem Nelson que contraiu HIV, quando Nelson volta à escola, é visto um enorme desconhecimento e exclusão de seus colegas quanto à doença. Já na realidade, mas de maneira semelhante, a cantora Ana Paula Valadão, em um culto, disparou “Tá aí a Aids para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte”. Logo, com os exemplos citados, é evidente o desconhecimento de muitos sobre o que é o HIV e a AIDS.

Em consequência dessa ignorância, pessoas soropositvas encontram inúmeras barreiras e uma delas é a discriminação. Sob mesma óptica, um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas feita em 100 países, revela que quase 20% dos portadores de HIV já perderam alguma fonte de renda ou foram rejeitados no mercado de trabalho por serem soropositivas. Na ficção, no filme Clube de compras Dallas, é visto como o preconceito atrapalha no tratamento e na saúde mental do portador, por exemplo, no filme o protagonista perde seu emprego e amigos pela intolerância a sua condição. Ou seja, a hostilidade com os soropositivos são extremamente nocivas ao tratamento do HIV e da AIDS.

Destarte, faz-se necessária a reversão de tal contexto. Urge, portanto, que o Ministério da Saúde invista em propagandas em ambientes públicos, redes sociais e outros meios de comunicação. Tais propagandas devem ter caráter informativo sobre as formas de transmissão, sintomas e tratamentos. Somado a isso, cabe a população fiscalizar e ajudar os portadores da doença em situações difíceis decorrentes do preconceito e das condições de sua enfermidade. Dessa forma, será possível conscientizar o máximo de pessoas e conseguir ajudar as pessoas soropositivas.