O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 28/10/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ( doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que os estigmas associados ao HIV encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a exclusão social são os principais para esses conflitos.

Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora do impassse.  Destarte, de acordo com o IBGE, 40% das Unidades Básicas de Saúde não dispõem médicos especialistas. Sob esse viés, denota-se que os portadores do HIV posssuem seu direito à saúde negligenciado, pois, sem atendimentos especializados, o vírus do HIV acaba por agravar e fomenta ainda mais os estigmas associados a esse agente infeccioso. Logo, é inadmísivel que tal cenário continue a perdurar.

Ademais, vale salientar o desabono social como perpetuador da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise do comportamento humano, a população busca uma sociedade tão homogênea que o diferente torna-se alvo de exclusão. Sob essa ótica, as pessoas soropostivas, diagnosticada com o HIV, são marginalizadas pelos demais grupos, já que os cidadãos preferem excluir do que apoiar e saber sobre tal microrganismo infeccioso.

Portanto, com intuito de mitigar os estigmas associados ao HIV, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponbilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam os soropositivos. Além disso, é mister a midía divulgar a importância de respeitar as diferenças de cada um. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.