O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 28/10/2021
Na série de televisão britânica “Sex Education”, Otis, um garoto jovem e inexperiente, com a ajuda de sua mãe, uma importante sexóloga, tentam ajudar os alunos de sua escola com as inacabáveis duvidas sobre sexo. Ao decorrer da série, fica cada vez mais clara a necessidade da implementação da educação sexual nas escolas. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que o tabu colocado sobre o assunto acaba aumentando o estigma associado a doenças sexuais, como o HIV, assim corroborando para a disseminação da doença.
Primeiramente, vale ressaltar a falta de debates sobre o assunto como um importante fator agravante da situação. No contexto atual, a ausência de diálogo acaba gerando um estigma que impossibilita o compartilhamento de informações sobre a doença. Logo, sendo prejudicial tanto para os não portadores, como para os infectados. Dada a grande falta de incentivo a testagem, ao diagnostico precoce e o tratamento oportuno, gera-se não só uma alta transmissibilidade, como o agravamento de casos fatais devido ao HIV.
Entretanto, os problemas não se encontram apenas nas causas do estigma, mas estão muito presentes nas consequências desse. Nesse sentido, a EBC, Empresa Brasil De Comunicação, publicou uma pesquisa que aponta que 40% das pessoas soropositivas já sofreram algum tipo de discriminação vindo da família, evidenciando a antipatia das pessoas em relação à doença. Indubitavelmente, a pessoa infectada já se encontra em situação de vulnerabilidade, tanto física, como psicologia e o apoio de amigos e familiares de torna essencial na busca de tratamento.
Contudo, a falta de incentivo e amparo, gerados pelo preconceito, desestimula a pessoa a lutar pela própria vida. Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve disponibilizar tratamento psicológico para as pessoas soropositivo e criar um plano que leve a educação sexual para as escolas por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a obrigação do Estado em promover a saúde mental das pessoas infectadas e o acesso à informação, como se prevenir, formas de tratamento, e até sobre a testagem aos jovens, a fim de diminuir o contágio e promover a saúde da sociedade. Espera-se com essa medida combater o estigma associado ao vírus HIV no Brasil.