O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 29/10/2021

Na década de 80, o surgimento do HIV teve seu ponto inicial e foi nessa mesma época que a proliferação se iniciou. Nesse período, e até nos dias atuais, os soropositivos (como são chamados o portadores do HIV) vem sendo vítimas de uma série de preconceitos. Esse estigma está vinculado, principalmente, pela falta de informação direcionada para a população de modo geral.

O filme Filadélfia de 1993 dirigido pelo diretor Jonathan Demme,

conta a história de um advogado que esconde a sua homossexualidade e o fato de ter AIDS dos seus colegas de trabalho, até que um dia o segredo é revelado. O filme demonstra o medo e a vergonha de ter HIV. Com isso é notório que o preconceito gera vários problemas, como por exemplo a dificuldade de se relacionar , principalmente, devido ao fato de a sociedade não ter boas informações sobre a forma de propagação, dificuldade em ser empregado além das hostilizações sofridas.

Outro fator que se deve levar em conta é a violência sofrida pelos indivíduos soropositivos, seja ela: violência física, onde as pessoa que não são portadoras se acham, por algum motivo, no direito de agredir aquelas que são, violência psicológica, que pode gerar a negação da doença , o isolamento social e até quadros de depressão. Além disso, muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+ e pessoas promíscuas sofrem preconceito pela sociedade pois os mesmos pensam que a doença é transmitida apenas por essa parcela da população.

Em virtude dos fatos mencionados, se torna necessário que o Estado, juntamente com o Ministério da Saúde, utilize dos seus privilégios para a criação de campanhas com o objetivo de informar a população sobre o HIV e invista na educação sexual nas escolas de todo o Brasil. Além disso, o uso da mídia é um meio importante para a divulgação de informações e concientização da população. Essas ações tem como objetivo encerrar o estigma relacionado ao HIV.