O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 29/10/2021

Diante da falta de informação sobre a doença e do preconceito amedrontador que a rodeia,  as pessoas soropositivas acabam se tornando membros fragilizados na sociedade e o medo pela culpabilizão imposta a eles, leva essas pessoas a não busarem os tratamentos necessários. Deste modo, tornando muito importante a discussão do tema, " O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira".

Durante os anos 80 e 90, houveram milhões de vítimas do vírus HIV, ainda que ocorreu uma grande evolução na medicina, possibilitando descoberta de tratamentos e prevenções, infelizmente, só no ano de 2020, 1,5 milhões de pessoas foram infectadas por HIV e 690 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS, de acordo com UNAIDS Brasil. Dessa forma, podemos relacionar o problema dos novos casos e óbitos com o preconceito sofrido pelos soropositivos.

Sendo assim, apesar da HIV ser considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como infecção crônica manuseável, igual a outras doenças como diabetes e hipertensão, o preconceito e discriminação ainda torna muito mais difícil o acesso a tratamentos, por exemplo, um recém diagnosticado da patologia, que vai assustado, bem fragilizado e passando por um sofrimento psíquico, além de que, essa doença acaba chegando principalmente em minorias sociais como gays, trabalhadores do sexo e pessoas que usam drogas. Se quando ele for buscar o tratamento, não houver o apoio e respeito adequado, as chances do paciente desistir do tratamento é muito maior.

Assim faz-se necessária  a atuação do Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, na educação da população, especialmente dos profissionais da saúde , para que haja mais diálogo, reconhecimento e respeito, para com as, pessoas que possuem a patologia. Além disso, cabe a entidades governamentais elaboração de campanhas de consciêntização em torno na doença. Dessa forma, tornando a sociedade mais inclusiva e melhor para muitas pessoas.