O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 01/11/2021

No início dos anos 1980, desencadeou-se uma pandemia, afetando todo o globo, de uma doença sexualmente transmissível, o vírus HIV, que nos casos mais graves, evolui-se para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), afetando e debilitando milhões de pessoas, física e psicologicamente. Equidistante, no Brasil contemporâneo, essa epidemia planetária deixou marcas ainda mais profundas, como o preconceito e o racismo, deixando, assim, esse grupo, portador do vírus e da doença, estigmatizado. Nesse sentido, torna-se urgente solucionar os principais impulsionadores do problema supramencionado: a incompetência educacional e a intolerância comunitária.

Diante desse cenário, a incoerência do ensino é um sustentáculo para a permanência do estigma em portadores do vírus HIV. Ilustrando essa perspectiva, o livro " O Manual da Psiquiatria Clínica “, ressalta que as pessoas, principalmente na fase infante e na adolescência, tende a repetir o que lhe é transmitido, desde ações até opiniões. Em paralelo, a escola tem como função social a difusão de hábitos empáticos entre os alunos, para que, no futuro, haja harmonia social. Porém, hodiernamente na nação, as escolas não estão cumprindo o seu papel para com a sociedade, pois é persistente o preconceito coletivo com as pessoas soropositivas. Logo, para a resolução dessa chaga social, faz-se necessário o cumprimento, saudável, do dogma psiquiátrico supracitado.

Ademais, é factual afirmar que a antipatia coletiva é um pilar para a continuidade do problema em discussão. Nesse raciocínio, o dramaturgo irlandês Roberth Shaw enfatiza que transformações no futuro, requer mudanças no presente. Na colateral, a sociedade brasileira repete reações/opiniões preconceituosas de décadas atrás, sobre as pessoas acometidas com o HIV, que ficaram, por consequência, enraizados na sociedade. Logo, para que ocorra reações comportamentais nas próximas gerações demandam que tenhamos modificações no agora. Portanto, fica nítido que para a solucionar o óbice em pauta são necessárias ações na comunidade, em geral.

Em suma, é crucial para o avanço da sociedade combater e acabar com a incompetência educacional e a intolerância comunitária. Desse modo, o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação brasileira - deve criar uma campanha, que chamaria “Por uma Sociedade sem Preconceito”, ministradas em forma de palestras nas escolas brasileiras, por profissionais da área comportamental, tendo como foco principal os alunos, objetivando, assim, uma melhora empática entre os mesmos, Bem como, a mídia - formadora de opiniões com relevância social - deve criar programas e documentários para educar, o cidadão médio, as consequências da estigmatimização das pessoas soropositivas.