O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2021
A epidemia da imunodeficiência se alastrou pela população na década de oitenta, deixando diversas vítimas. Diante disso, é possível destacar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade contemporânea. Nesse sentido, tal problemática se dá pela falta de educação sexual, sendo responsável pela criação de preconceito aos infectados com a doença. Logo medidas são necessárias para reverter essa carência social.
Diante dessa fragilidade, é notório que os estigmas criados se dão pela falta de entendimento acerca do vírus HIV. A série “Sex education” em um de seus episódios retrata o surto de clamídia, uma doença sexualmente transmissível, e os jovens por não terem conhecimento acerca do assunto, acreditavam que a propagação ocorria pelo ar. São “fake news” como essas, que acabam por afetar o mundo real também, sendo responsáveis por gerar a desinformação para os cidadãos sobre a saúde. Nesse sentido, a desinformação é responsável por gerar diversos prejuízos para a sociedade, afetando o sistema de saúde, causando pânico aos infectados e ao resto da população.
Em razão aos fatos mencionados, as “fakes news” criadas são um dos principais incentivos para a realização de preconceito aos soropositivos. Na década de oitenta, a infeccção sexualmente transmissível tinha acabado de chegar ao Brasil, devido a falta de conhecimento da população, tal doença foi apelidada dos 5H, representando os homosexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos e “hooker” (denominação em inglês para profissionais do sexo). Diante disso, tais grupos passaram a ser discriminados da sociedade, sendo taxados por serem causadores da doença, passando então a ser os principais alvos do discurso de ódio. De acordo com Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, ou seja, a busca pelo conhecimento é de suma importância, a fim de que a propagação de informações falsas acabem, por conseguinte, o preconceito também.
Portanto, faz-se necessário o entendimento de todos acerca de doenças e problemas que envolvam a saúde global. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministro da Saúde, implementar programas de educação sexual nas escolas, desde o ensino primário até o ensino superior, para que estes cresçam compreendendo sobre o corpo humano e as doenças que existem hoje. Paralelo a isso, cabe as mídia digitais junto ao Estado promover campanhas educativas, explicando sobre as ISD, assim como HIV, e incentivando o uso de preservativos durante as relações sexuais, a fim de evitar a propagação da doença e, nos casos dos soropositivos, tais propagandas devem estimular sua frequência aos hospitais, para garantirem o tratamento adequado. Tendo como objetivo, reverter os ideais criados no passado, em busca de um futuro melhor para todos.