O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/11/2021

No livro, Renascendo da Dor, da autora Sônia Tozzi, Raul, médico infectologista cuida de pessoas portadoras do vírus HIV porém sua noiva Solange não consegue aceitar a dedicação de seu noivo e o julga por cuidar de pessoas que estão doentes por terem sido negligentes com elas mesmas. De maneira análoga, está presente na sociedade brasileira o preconceito com os portadores do vírus, assim, são julgados e muitos, por não conhecerem os meios de transmissão, acabam se afastando delas, deixando-as sozinhas.

Nesse sentido, por falta de informações sobre os meios de transmissão ou por não acreditarem nelas, muitos se afastam de pessoas que portam o vírus HIV por medo de contraírem simplesmente por tocarem na pessoa, por um abraço, sendo que não é assim que se contrai o vírus.

Além disso, o julgamento que essas pessoas sofrem por terem contraído o vírus é matador. Segundo o programa das Nações Unidas UNAIDS, que tem como função criar soluções e ajudar no combate a AIDS, 64,1% das pessoas que têm HIV sofreram algum tipo de discriminação e 41% foram recriminados pela própria família. Atitudes assim pioram o quadro dos doentes, pois sem apoio e sofrendo discriminação a pessoa se sente sozinha e sem motivação para continuar.

Portanto, mostra-se evidente o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Desse modo, o Ministério da Saúde, por meio da mídia deve criar propagandas que mostrem como o contágio funciona e que o ato de um simples abraço não corre o risco de serem contaminadas, evitando assim desinformação e preconceito. Ademais, a UNAIDS deve auxiliar por meio de programas e grupos de apoio, os familiares e amigos, mostrando a eles que o portador necessita de todo o apoio possível para passar por isso, evitando assim, que se sintam sozinhos e desmotivados.