O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2021
A despeito de todo progresso social, científico e humanitário obtido na contemporaneidade, a presença de estigmas sociais associados ao vírus HIV ainda é um grave entrave na sociedade brasileira. A partir disso, é inegável afirmar que esse empasse esteja vinculado tanto a uma desinformação histórica, quanto aos preconceitos da sociedade atual.
Historicamente, o portador de HIV é estigmatizado desde o descobrimento da epidemia em 1983, quando era chamada de “doença gay” devido a maior incidência em homossexuais. Nesse sentido, o doente sofre tanto pela enfermidade, sem perspectiva de cura, quanto pelo preconceito e desinformação da população em geral. Assim, é evidente que o combate à desinformação e o progresso científico e social são os melhores meios para combater ao estigma que assola o doente.
Ademais, consoante Hegel, “as verdades configuram-se de acordo com suas realidades históricas”. Dessa forma, seria natural que o estigma sobre o HIV fosse muito menor com os avanços científicos sobre a doença, sua prevenção e tratamentos. Para isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser grande aliado ao divulgar informações médicas atuais de forma acessível, melhor elucidando a população e buscando eliminar proconceitos. Entretanto é precípuo destacar que essa ferramenta precisa ser usada como meio de conscientização sobre a doença, os portadores do vírus e seus direitos, que devem ser inegavelmente respeitados.
Sendo assim, é mister que o Ministério da Saúde acabe com o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, por meio de campanhas nas redes sociais, com o compartilhamento de informações acerca do assunto e de relatos de portadores dessa doença. Tudo isso para que a qualidade de vida dos soropositivos aumente, além de criar um ambiente acolhedor a eles na sociedade, deixando a desinformação, discriminação e preconceito no passado.