O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 12/11/2021

A má informação é mais desesperadora que a não-informação. A frase de Charles Caleb Colton reflete em um problema atual do século XXI, a desinformação e preconceito sobre pessoas que portam o vírus HIV.  No Brasil, não é diferente, apresentando julgamentos e estigmas sociais que dificultam a inserção e adaptação desses indivíduos soropositivos na sociedade. Nesse contexto, a ausência de informação e a atuação deficitária das instituições governamentais, dificultam a compleição da problemática.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de entendimento e a discriminação existente são algumas das causas do impasse. Isso porque, em grande escala, não são debatidos temas sobre doenças sexualmente transmissíveis em instituições públicas. Consequentemente, gerando insegurança e desconforto em portadores pela falta de apoio e transparência, tendo como efeito a perpetuação de estigmas sociais que dificultam a convivência em sociedade, o que evidencia a importância da conscientização em prol da igualdade. Prova disso é o que pensa o escritor Augusto Cury, quando diz que a igualdade é um sonho que só cresce no terreno do respeito pelas diferenças.

Outrossim, cabe ponderar que a pouca atuação das instituições governamentais é um dos fatores contribuintes para o entrave. Isso ocorre, majoritariamente, pois o corpo social, ao não ter informações adequadas sobre o vírus HIV, acaba sendo ingênuo e desrespeitoso com as pessoas que portam essa patologia. Por consequência, essa ingenuidade gera atitudes que desrespeitam e machucam psicologicamente, dificultando a inserção e adaptação desses indivíduos. Tal fato pode ser melhor compreendido com o pensamento do filósofo ateniense Sócrates, que segundo o qual aqueles que praticam algo ruim agem com ignorância, por não conhecerem sua virtude.

Portanto, medidas são necessárias para resolução do problema. Com apoio do Ministério da Cidadania e da Educação, o Estado crie campanhas publicitárias na internet com temáticas sobre doenças sexualmente transmissíveis, utilizando ferramentas digitais como instagram e facebook para repasse de informações, logo sendo um ótimo meio de transmissão por grande parte da população possuir acesso e utilizar diariamente, tendo como objetivo principal atenuar o preconceito e esclarecer dúvidas existentes. Por fim, conforme escrito no artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”.