O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2021
“Idealizar”, “Exagerado” e “O tempo não para”, são algumas das músicas que eternizaram o cantor brasileiro Cazuza. Outros artistas como Renato Russo e Freddie Mercury também são ídolos até hoje. Além de serem lendas da música, eles possuem uma questão em comum: o fato de terem adquirido a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), uma doença viral que atinge cerca de 730 mil pessoas no Brasil. Oito de cada dez pessoas com o vírus da imunodeficiência humana, a HIV (sigla em inglês) têm dificuldade em revelar que vivem com o vírus que pode causar a AIDS. Apesar das incertezas e do desconforto de se viver com uma enfermidade que pode levar à morte e para qual ainda não se tem cura, pacientes e profissionais de saúde concordam que o preconceito e o estigma são também grandes obstáculos a serem vencidos para quem é portador do vírus. O medo da reação da sociedade pode fazer com que o infectado nem vá atrás do seu tratamento.
Assim sendo, parte do medo da sociedade se dá por todo contexto histórico que está atrelado a doença. Antigamente, as pessoas tratavam-na como uma “peste gay”, como “castigo divino"pelo fato de gostar de uma pessoa do mesmo sexo. Elas consideravam isso como uma espécie de padrão e isso faz com que a homofobia aumentasse cada vez mais. Ademais, diferentemente de 1981 (ano em que a doença foi identificada) onde a desinformação era grande, nos dias atuais existem diversos artigos e estudos sobre a doença em si e como viver com ela se reintegrando na sociedade. Mas mesmo assim ainda ocorrem casos de pessoas que sofrem discriminação por serem soropositivas.
Diante do exposto, é necessárias novas medidas de prevenção/conscientização. De início, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com o Ministério da Saúde, deve tornar aulas de educação sexual obrigatória nas escolas (tanto públicas quanto privadas), na forma de palestras dinâmicas para retirada de dúvidas, com o intuito de conscientizar os jovens entre 13 à 18 anos. Por fim, a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), deve tmabém realizar campanhas em mídias televisivas e socias, com o objetivo de cosncientizar adultos e pessoas mais velhas sobre a doença e seus meios de transmissão.