O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 12/11/2021
No ano de 1981, nos Estados Unidos, houve um elevado número de pessoas adultas do sexo masculino, homossexuais, com alguns sintomas parecidos de baixa imunidade. Após alguns estudos, o vírus HIV foi identificado e reconhecido. Com o surgimento desse vírus, o preconceito com as pessoas homossexuais aumentaram, pois a população achava que, ao entrarem em contato com elas, iriam se contaminar. Desse modo, na sociedade atual ainda há estigmas associados à doença, devido ao pouco conhecimento sobre ela e à lenta mudança no pensamento social.
Em primeiro plano, o pouco conhecimento sobre o vírus apresenta-se como um fator que influencia para a causa do problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é resultado da educação que teve”. Nesse contexto, muitas pessoas desconhecem sobre a forma de contaminação, devido a isso, surgiram muitos preconceitos, em relação às pessoas soropositivas e à exclusão delas, até mesmo em ambientes públicos.
Em segunda análise, a lenta mudança no pensamento da sociedade tornou-se um dos fatores que causam os estigmas associados à AIDS. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Desse modo, grande parte da população possuí pensamentos que discriminam pessoas soropositivas, por causa do seu ambiente educacional familiar, então, elas acreditam no que foram ensinadas e, provavelmente, irão repassar a sua maneira de pensar para as próximas gerações, criando um ciclo de discriminações.
Por fim, estratégias devem ser criadas para solucionar o problema. Dessa forma, o Ministério da Educação em parceria com a Impressa Midiática devem promover oficinas educativas para adolescentes, jovens e adultos, por meio de palestras nas escolas e interações nas redes sociais, como publicações relacionadas ao tema, com a finalidade de desmistificar os estigmas associados ao vírus HIV. Com isso, promoveremos uma sociedade sem preconceitos em relação ao tema em questão.