O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 12/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a saúde e a dignidade de todos os cidadãos. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com a ênfase na prática ao se observar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Tal preconceito associado às pessoas soropositivas advém da falta de informação somada à geração de pensamentos retrógrados.

Nesse viés, segundo o filósofo francês Voltaire, o preconceito é opinião sem conhecimento. Assim, conforme as pessoas criam opiniões a respeito de determinado assunto, sem saberem ou procurarem maiores informações, acabam criando um estigma. Pode-se notar esse fato ao conhecer como pessoas que convivem com o vírus HIV encontrou o preconceito até mesmo dentro da família, por esta não saber informações consistentes sobre a doença, apenas ter opinião. Tal fato se comprova ao observar os dados da Agência Brasil, aonde aproximadamente 50% dos entrevistados soropositivos já sofreram discriminação da própria família, demonstrando o estigma.

Outrossim, o filósofo John Locke, o ser humano é como uma tela em branco, que é preenchido por meio de segundo aproveitamento e útil. Dessa forma, a opinião é uma maneira de se lidar com as pessoas que têm o vírus HIV advém de propagação errôneas e retrógradas desde o aparecimento do vírus, que no final do século passado estava associado a um castigo pela homossexualidade. Esse fato não é verídico, pois qualquer pessoa pode pegar, mas a falta de informação somado a maneira como a sociedade há tantos anos pensa sobre a doença somente amplifica o estigma.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam para combater este preconceito. Para tal, o governo federal, em conjunto com o Ministério da Cidadania, deve criar projetos para amparar pessoas soropositivas em hipóteses críticas, enquadrando-as a sociedade para não serem vítimas de mais discriminação, assim como desenvolver programas para maiores informações para uma população no geral, por meio de palestras, folhetos e propagandas. Dessa forma, será possível preencher as telas em branco corretamente, além de garantir a efetividade da Constituição Federal à todos.